Inscreva-se

terça-feira, 2 de setembro de 2014

Cientistas criam 'pele' inteligente para aeronaves capaz de sentir danos


Engenheiros da empresa BAE Systems estão trabalhando em um conceito bastante interessante para ser utilizados nas aeronaves. Apelidada de smart skin (“pele inteligente”, em português) a tecnologia consiste em revestir esses veículos de milhares de micro-sensores; estes, por sua vez, serão capazes de captar a velocidade do vento, a temperatura externa e, principalmente, qualquer esforço sofrido pela estrutura. Tudo isso com enorme precisão.
Além de poder substituir muitos dos sensores atualmente utilizados por aviões (e ao mesmo tempo trazer isso com maior precisão), a smart skin seria capaz de detectar qualquer problema da estrutura do veículo com muito mais facilidade. Graças a isso teríamos não apenas um aumento no nível de segurança dos aviões, como também uma diminuição nos custos de manutenção, visto que as checagens regulares seriam menos necessárias.
Quanto à aplicação, tudo indica que ela seria extremamente simples. Os sensores em si podem ser tão pequenos quanto grãos de poeira, com menos de 1 mm², ao ponto de a empresa estar estudando sua aplicação na forma de um spray. Para fazer tudo funcionar, seria preciso uma fonte de energia externa, é claro, além de um software preparado para lidar com as informações. Já os dados em si seriam transmitidos da mesma maneira como nossa pele envia sinais ao nosso próprio cérebro (daí o nome de “pele inteligente”).
Não apenas para aviões
Algo que também chama a atenção nas informações trazidas pela BAE Systems é que, devido à maneira simples como o mecanismo funciona, a tecnologia não precisa se resumir a grandes veículos, muito menos a aviões, apenas. Visto que a tecnologia seria um revestimento, e não uma substituição de toda a estrutura, seria possível colocar a smart skin facilmente em qualquer carro, por exemplo.
Por mais impressionante que seja a ideia, infelizmente não há qualquer informação prevendo seu lançamento oficial no mercado. Além disso, ainda estamos falando de um conceito, o que indica que o projeto está em seus estágios iniciais. Resta torcer que ela realmente saia do papel, o quanto antes melhor.
FONTE

Malaysia Airlines perderá 6 mil funcionários

Empresa cortará quase um terço de seu quadro e reduzirá sua rede global de rotas após o impacto devastador de dois desastres com suas aeronaves.



Malaysia Airlines (MAS) vai cortar quase um terço de seu quadro de 20 mil funcionários e reduzirá sua rede global de rotas como parte de uma reestruturação radical de 6 bilhões de ringgits (1,9 bilhão de dólares), após o impacto devastador de dois desastres com aeronaves.

A companhia que existe há 42 anos terá seu capital fechado até o final do ano dentro do amplo plano de renovação anunciado pelo fundo estatal Khazanah Nasional nesta sexta-feira, que busca trazer uma muito elusiva eficiência e padrões globais à companhia aérea deficitária.
O corte de 6 mil empregos é maior do que o esperado pela indústria e marca um novo doloroso golpe para os funcionários após um ano traumático para a companhia aérea e o país do Sudeste Asiático.
O fundo Khazanah, que detém uma fatia majoritária na MAS, disse que investirá em "recapacitar" quem perdeu o emprego e prometeu montar um painel para melhorar as normalmente instáveis relações entre sindicatos e a administração.
"Os recentes eventos trágicos e as dificuldades atuais da MAS criaram a tempestade perfeita que está permitindo que essa reestruturação aconteça", disse o diretor-gerente do Khazanah, Azman Mokhtar, para repórteres em Kuala Lumpur.
"Acreditamos os 6 bilhões não é um resgate, acreditamos que será recuperado com uma relistagem", disse ele.
O Khazanah, que atualmente controla uma fatia de 69 por cento na MAS, assumirá 100 por cento do controle quando a companhia aérea for retirada da bolsa.
O fundo estatal disse este mês que pagará 1,4 bilhão de ringgit para comprar a participação de acionistas minoritários. Sob o plano de reestruturação, que foi aprovado pelo gabinete da Malásia nesta semana, os ativos e os passivos da MAS serão transferidos a uma nova companhia com o Khazanah injetando até 6 bilhões de ringgits.
Fonte: Exame

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

NÃO SEJA FOCA DE CIRCO


Existe na aviação um comportamento que é condenável sob todos os aspectos, por ser pernicioso e ao mesmo tempo um péssimo exemplo para os demais. Se comportamento é o exibicionismo.
Alguns pilotos são tomados por um desejo tão forte de aparecer, que simplesmente perdem a noção de responsabilidade e transformam o que deveria ser um comportamento sensato, sóbrio e responsável num circo. E muita gente já morreu por causa desse tipo de coisa.
O piloto exibicionista só vira tuneau a baixa altura, faz parafuso, loopings e outras manobras arrojadas ou enfrenta situações com grande potencial de risco por uma única razão: Há outros pilotos que aplaudem esse tipo de coisa, e ainda o incentivam no erro, dizendo que o cara é o melhor piloto do mundo. Bem, já que eu fiz uma relação do comportamento desses pilotos com o circo, não nos custa lembrar: Do que é que vive um circo? De platéia. Sem ela o espetáculo não existe.
Ainda que muitas "focas de circo" digam que o exibicionista é um exímio pé e o mão "melhor piloto do mundo", eu posso afirmar para essas pobres almas iludidas uma coisa: Não é! Ele é o pior dos piores. Não passa de um boçal, mero idiota que precisa aparecer pra se sentir importante. É um ser desprezível como pessoa e como profissional que quer a todo custo provar que tem menos limites que os outros, .e que em vez de dar bons exemplos, mente para os demais e para si, vendendo uma ideia errônea de que na aviação tudo é permitido desde que o cara seja "bom".
Os melhores pilotos do mundo são aqueles que não se arriscam, que não querem e não precisam provar nada pra ninguém e que não fogem aos padrões operacionais. São os que se aposentam por terem feito tudo certo e não os que morrem ou se arriscam a morrer por fazer tudo errado.
Como eu disse antes, quem serve de combustível para as idiotices dos exibicionistas são aqueles que aplaudem e acham lindas tais boçalidades. E esse é um comportamento ainda pior, pois quem incentiva, apoia e aplaude o erro, é parte integrante dele.
Existe uma diferença enorme entre o piloto exibicionista e o piloto de demonstração. O piloto de demonstração é aquele que voa com um avião próprio para acrobacias, tem inúmeros cursos de aperfeiçoamento nessa área, se cerca de total segurança para executar as manobras e treina diuturnamente cada manobra antes de exibi-la. O exibicionista faz tudo ao contrário. Executa manobras com aviões impróprios, não vê limites no que faz, não tem curso de acrobacia nenhum e as vezes ainda leva pobres passageiros dentro do avião.
Há muitos anos atrás, num aeroclube próximo de Brasília, sempre passava um conhecido piloto num voo rasante com um Learjet, e em seguida aplicava um tuneau, para "delírio" do pessoal do gargarejo. Todo mundo dizia que o cara era o melhor piloto do mundo e coisa e tal... Nenhum piloto desse tal aeroclube teve a coragem de chegar perto do comandante e dizer pro cara não fazer isso. Ao contrário, bajulavam.
O "melhor piloto do mundo" morreu num Baron B-58. Segundo testemunhas, durante uma tentativa de tuneau a 400 pés, um dos motores apagou e o avião veio para o chão e explodiu. E o pior é que levou outras três pessoas com ele. Até hoje nenhum foca de circo, ninguém do "gargarejo" foi lá visitar o túmulo do homem.
Em vez de aplaudir as asneiras alheias – o que torna quem aplaude igualmente um asno – o correto é não dar identidade a esses exibicionistas. É mostrar desprezo pelo que fazem, ainda que os exibicionistas possam pensar que é inveja. Opa... desculpe o erro... Esses pilotos tacanhos não pensam, logo, não se preocupem com suas opiniões. Apenas não apoiem pra não se tornarem focas do circo alheio.
Texto: Marcelo Quaranta

Estados Unidos explode míssil secreto hipersônico em teste no Alasca


Conforme informações do jornal Alaska Dispatch News, o teste de uma arma secreta na segunda-feira no complexo Kodiak Launch, no Alasca, causou uma grande explosão que pôde ser ouvida e vista a vários quilômetros de distância.
O míssil foi detonado apenas quatro segundos após o lançamento e, conforme Maureen Schumann, porta-voz do Departamento de Defesa local, o teste ocorreu em segurança e a destruição proposital foi motivada por uma anomalia detectada no armamento.
A arma de última geração que está sendo desenvolvida pelos Estados Unidos poderá destruir alvos em qualquer lugar da Terra em menos de uma hora. O míssil atinge Mach 5 (5.632,704 km/h) e chega perto do limite da atmosfera terrestre para alcançar a velocidade hipersônica.

Airbus culpa má gestão da TAM por queda de avião em 2007

Segundo o jornal Folha de S. Paulo, a fabricante do avião da TAM acidentado em 2007 culpa principalmente os pilotos pelo desastre - mas também a Infraero e a própria TAM



Airbus, empresa que fabricou o avião da TAM que explodiu em Congonhas após pousar e se chocar contra um prédio em julho de 2007, diz que TAM, Infraero e os dois pilotos da aeronave devem ser os responsabilizados pelo acidente.

As declarações foram obtidas pelo jornal Folha de S. Paulo e são parte do processo cível que a Airbus responde na Justiça brasileira. O autor da ação é a Itaú Seguros, que é a seguradora da TAM.
A empresa tenta reaver o que gastou em pagamento de indenizações ao argumentar que haveria falha no projeto da aeronave e que, portanto, a Airbus teria culpa no acidente.
Em sua defesa, a empresa europeia afirma que os principais culpados são os dois pilotos da TAM, que morreram no acidente - além da própria TAM e Infraero, acusadas de desorganização. 
Em 17 de julho de 2007, o avião A320 da TAM tentou pousar na pista do aeroporto de Congonhas, em São Paulo, mas se chocou contra um prédio matando os 199 passageiros e tripulantes. Foi o maior acidente aéreo envolvendo uma empresa brasileira.
Segundo a Airbus, os pilotos não usaram o procedimento correto para um avião com um reversor inoperante (dispositivo que ajuda o avião a frear), caso da aeronave da TAM.
O comandante do avião, de acordo com a Airbus, colocou um dos manetes (são dois que controlam a potência do avião) em posição errada - de aceleração - o que teria feito com que o avião não parasse após pousar.
A determinação da Airbus era de que os dois manetes deveriam ser puxados para trás assim que o avião pousasse para evitar que a assimetria dos manetes descontrolasse a aeronave.
Ainda segundo a empresa, TAM e o aeroporto de Congonhas também tem sua parcela de responsabilidade. A TAM e a Infraero teriam influenciado nos erros dos pilotos por conta do "ambiente permissivo e desorganizado na companhia aérea" e pela "desorganização administrativa" da aviação civil no Brasil.
Fonte: Exame

Rockwell Collins investe e planeja duplicar suas instalações no Brasil

Empresa planeja expandir suas instalações em São José dos Campos

A Rockwell Collins do Brasil anunciou que planeja duplicar suas instalações em São José dos Campos.
"Esta ampliação oferecerá novas capacidades de engenharia e de atendimento aos nossos clientes na região e permitirá que a Rockwell Collins do Brasil busque e conquiste mais programas comerciais e militares", disse Nélson Aquino, diretor executivo da Rockwell Collins do Brasil.
Segundo a empresa, seu centro de manutenção em São José dos Campos tem sido fundamental para atender às necessidades dos clientes locais, inclusive os fabricantes aeronáuticos Embraer e Helibras.
A Rockwell Collins do Brasil aumentou seu quadro local de funcionários em 50% ao longo dos três últimos anos, acrescentando engenheiros, gerentes de programa, técnicos de assistência e pessoal de desenvolvimento de negócios para oferecer um melhor atendimento aos clientes, parceiros e programas no país.

Esta ampliação é orientada pela estratégia da empresa de investir no Brasil e aumentar sua presença e atividades no país, especialmente no segmento de mercado de defesa e segurança.
Alguns dos negócios de destaque da Rockwell Collins do Brasil incluem:
  • A seleção do sistema de cabine Pro Line Fusion para o KC-390 pela Embraer.
  • Fornecimento do Micro Inertial Navigation Sensor (INS, microssensor de navegação inercial) para o Horus 100, produzido pela brasileira FT Sistemas.
  • Entrega do rádio aerotransportado HF-9087D para o helicóptero EC 725 da Helibras.
  • O rádio Talon foi selecionado como o sistema de comunicação aerotransportada padrão para os helicópteros do Exército Brasileiro em 2013.
  • O Super Tucano utiliza diversos sistemas de comunicações e navegação da Rockwell Collins
  • Uso da suíte de aviônicos Pro Line Fusion nos aviões executivos Legacy 450 e Legacy 500.
  • Diversas companhias aéreas latino-americanas utilizam as soluções de serviço e sistemas de cabine e aviônica da Rockwell Collins, como TAM, GOL, LAN, Aeromexico, Volaris, COPA e Aerolineas Argentinas.
Via Aero Magazine