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24/09/2014

Demanda por voo doméstico cresce 6,1% em agosto e Avianca se destaca com a maior taxa de crescimento

Desta forma, segundo o comunicado da Anac, a demanda doméstica completa 11 meses consecutivos de crescimento



A demanda, medida em passageiros-quilômetros pagos transportados (RPK), no transporte aéreo doméstico de passageiros cresceu 6,1% em agosto de 2014, em comparação com o mesmo período de 2013, informou nesta terça-feira, 23, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

Desta forma, segundo o comunicado da Anac, a demanda doméstica completa 11 meses consecutivos de crescimento, atingindo o seu maior nível para o mês nos últimos dez anos. Já a oferta (em assentos-quilômetros oferecidos - ASK) doméstica teve recuo de 0,6%, no período.
Com o resultado de agosto, destaca a Anac, a demanda doméstica acumulou alta de 5,7% no ano e a oferta acumulou queda de 0,4%, no mesmo período, encerrando o 7º mês consecutivo com variação negativa.
Avianca destacou-se com a maior taxa de crescimento da demanda doméstica em agosto de 2014 quando comparada com o mesmo mês de 2013, da ordem de 22%.
A TAM manteve-se líder na participação de mercado, com 38,8% do RPK doméstico no mês de agosto, seguida pela GOL (35,2%) e Azul (16,3%).
A agência ressalta que a taxa de aproveitamento das aeronaves em voos domésticos operados por empresas brasileiras (RPK/ASK) foi recorde para o mês de agosto nos últimos dez anos, da ordem de 79,2%.
O indicador registrou aumento de 6,8% em agosto de 2014, no comparativo com o mesmo mês do ano anterior.
Já o número de passageiros pagos transportados em voos domésticos em agosto deste ano atingiu 8,0 milhões, tendo sido o maior para o mês nos últimos dez anos, com alta de 8,2% em relação a igual mês de 2013.
Segundo a Anac, o índice vem registrando variação positiva há 11 meses consecutivos.
No período de janeiro a agosto de 2014, a quantidade de passageiros transportados acumulou alta de 7,0%, em relação ao mesmo período do ano anterior.
A GOL foi responsável pelo transporte de 2,95 milhões de passageiros pagos, representando 36,7% do total, seguida pela TAM, com 2,74 milhões de passageiros (34,1%).
Transporte aéreo internacional
A demanda (em RPK) do transporte aéreo internacional de passageiros das empresas aéreas brasileiras avançou 14,8% ante o mesmo mês de 2013.
A oferta internacional (em ASK), por sua vez, apresentou o primeiro crescimento expressivo do ano, com aumento de 5,3% em agosto de 2014, segundo a Anac.
TAM e GOL foram responsáveis pela totalidade do transporte de passageiros internacionais por empresas brasileiras, sendo a TAM com 84,7% do RPK, e a GOL, 15,3%.
A taxa de aproveitamento das aeronaves em voos internacionais de passageiros operados por empresas brasileiras (RPK/ASK) alcançou 85,3% em agosto de 2014, contra 78,2% no mesmo mês de 2013.
O número de passageiros transportados em voos internacionais em agosto de 2014 atingiu 517,6 mil, com aumento de 13,9% em relação a agosto de 2013.
"Trata-se da maior quantidade de passageiros transportados em voos internacionais por empresas brasileiras registrada em um único mês nos últimos dez anos", destaca a agência.
Entre janeiro a agosto, a quantidade de passageiros transportados teve aumento de 3,8% em relação ao mesmo período do ano anterior.
Fonte: Exame

23/09/2014

TAM quer lançar voos para Toronto, Barcelona e Cancún já em 2015

Embora o anúncio seja para voos em 2015, a rota São Paulo-Cancún será incorporada ainda em 2014



Grupo Latam Airlines anunciou nesta segunda-feira, 22, o planejamento de novos voos internacionais para 2015, incluindo a criação, pela TAM, de voos diretos conectando São Paulo a Cancún (México), Barcelona (Espanha) e Toronto (Canadá) e o reforço nas rotas entre o Brasil e os EUA.

"Essa iniciativa vai reforçar a conectividade oferecida pelo grupo na América Latina, América do Norte e Europa", disse a Latam, por meio de nota.
Embora o anúncio seja para voos em 2015, a rota São Paulo-Cancún será incorporada ainda em 2014.
Já o voo para Toronto, com escala em Nova York, está previsto para o primeiro semestre de 2015;, a rota São Paulo-Barcelona ficará para meados do ano que vem, enquanto o voo Brasília-Orlando está projetado para o terceiro trimestre do próximo ano, com sete frequências semanais.
Ainda para o segundo semestre de 2015 estão previstas novas frequências entre São Paulo-Miami.
"Com este projeto, a TAM mantém seu crescimento, sua liderança e a posição de companhia aérea que mais investe no Brasil", afirmou a presidente da TAM Linhas Aéreas, Claudia Sender, em nota na qual salienta que o plano irá gerar empregos, com a criação de aproximadamente 230 vagas para tripulantes de voos de longa distância.
No entanto, a companhia também anunciou que a rota para Milão, que hoje é feita pela TAM, passará a ser operada pela LAN, possivelmente no quarto trimestre de 2015.
O voo partirá de Santiago do Chile com destino à cidade italiana e escala em São Paulo.
Na LAN, também está previsto o aumento de 10 para 14 frequências semanais na rota Santiago-Miami, que serão implementadas ao longo de 2015.
Frota
Aliado aos novos voos, as empresas anunciaram seu planejamento de frota. A TAM intensificará o uso de aeronaves Boeing B767 e reconfigurará seus Boeing B777-300 ER, para aumentar o conforto ao passageiro.
A aérea brasileira também deve receber, até o fim de 2015, o Airbus A350. Já a chilena LAN prevê a ampliação do uso dos Boeing B787, em suas versões Boeing B787-8 e Boeing B787-9.
Fonte: Estadão

22/09/2014

Gol amplia oferta de poltronas com mais espaço a partir de 1º de outubro

Primeiras fileiras de poltronas nos aviões da companhia passam a ter cerca de 10 centímetros a mais e reclinação de encosto 50% maior



Com algum atraso, a Gol inicia esta semana a comercialização de sua "classe conforto" em todos os seus voos domésticos.

Antes, o produto, chamado 'Gol+ Conforto', era exclusivo da ponte aérea Rio-São Paulo.
Agora, qualquer passageiro de voos nacionais pode optar por pagar um valor adicional para utilizar um dos assentos das primeiras fileiras da aeronave, com mais espaço. As passagens serão oferecidas para voos operados a partir de 1º de outubro.
A expansão do produto já havia sido anunciada em fevereiro, quando a companhia informou que mudaria a configuração de 100% de sua frota que atende a malha doméstica, para a incorporação dos assentos mais espaçosos.
Mas o processo foi mais lento que o inicialmente previsto. Em fevereiro, a estimativa era ter 116 aeronaves com a nova configuração antes do período da Copa do Mundo, "cobrindo 100% das operações do mercado doméstico" - como informou a companhia na época.
Mas em maio a Gol havia alcançado apenas 84% da frota doméstica. O processo de mudança foi interrompido na alta temporada (junho e julho), retomado em agosto, e só será concluído para outubro, com 139 aeronaves com a configuração.
Por isso, só agora a companhia inicia efetivamente a cobrar pelo diferencial de espaço.
Em entrevista à reportagem, o diretor de Produtos da Gol, Paulo Miranda, explicou que preferiram não iniciar a cobrança apenas em alguns trechos, utilizando a parte da frota já reconfigurada, para não criar complexidade de operação. "Isso criaria ineficiência de malha, e contrariaria o DNA da companhia, que é ter estrutura de custo eficiente", disse.
Com a nova configuração das aeronaves, as primeiras fileiras de poltronas passam a ter cerca de 10 centímetros adicionais, alcançando 86,3 centímetros (34 polegadas), e uma reclinação de encosto 50% maior.
O espaço também será maior nas demais fileiras, de cerca de 78,7 centímetros (31 polegadas). Essa mudança reduz a oferta de assentos em cerca de 2%, informou a empresa. De janeiro a agosto, a oferta da Gol reduziu 2,7%.
Além de garantir uma maior taxa de ocupação e um aumento da receita de passageiro por quilômetro oferecido (Prask), a comercialização dos assentos 'Gol+' também colabora no aumento das receitas da empresa, que não divulga os números sobre o produto.
Para os assentos especiais na ponte aérea, comercializados desde novembro de 2013, a Gol cobra um adicional de R$ 30. Nas demais rotas, o valor deve variar de R$ 20 a R$ 40, dependendo da distância e tempo de voo.
Miranda comentou que possíveis ajustes podem ser feitos, conforme o desempenho das vendas.
"A aceitação do produto na ponte superou as expectativas. Nas pesquisas de satisfação, a nota Gol melhorou consideravelmente depois que lançou o Gol+ e recebemos elogios espontâneos, fatos que ajudaram a balizar a expansão", comentou.
Pesquisa interna apontou que a média de satisfação de conforto na ponte aérea foi 11% acima da média geral Gol, segundo dados de julho.
Para o mercado internacional, não há previsão de ofertar o produto, por ora, indicou Miranda. "A prioridade é para os voos domésticos", comentou.
A companhia chegou a divulgar que o serviço seria oferecido até o fim do ano também no segmento, mas o executivo disse que ainda está em análise a possibilidade de efetivamente oferecê-lo.
Ele ressaltou, porém, que como os aviões serão utilizados nas rotas internacionais, os passageiros poderão experimentar gratuitamente os assentos mais espaçosos.
Miranda lembrou que nos voos internacionais mais longos (para EUA, Caracas, Santiago, Santo Domingo, Miami e Orlando), os clientes já têm a opção de compra de bilhetes da classe 'Confort', com assento do meio bloqueado, atendimento a bordo diferenciado e franquia adicional de bagagens. "Nas rotas curtas (como Buenos Aires), a oferta do Gol+ está em avaliação", disse.
Fonte: Exame

21/09/2014

CABINE NÃO É HOSPITAL PSIQUIÁTRICO


Saber trabalhar em equipe é desejável e necessário em qualquer profissão, mas na aviação vai um pouco além disso. É fundamental. Desde o início da carreira, ainda na fase de instrução, o jovem aprendiz tem que desenvolver a capacidade de trabalhar em conjunto, pois é obrigado a lidar com um ou vários instrutores de voo. Durante a carreira, voando de copiloto, passará a dividir a cabine, um espaço minúsculo, com inúmeros comandantes, e num ambiente onde qualquer falha de comunicação pode se tornar um desastre em potencial.
É certo que cada pessoa tem um temperamento e uma forma de reagir às mais diversas situações. Algumas pessoas são mais introspectivas e outras são mais abertas, e lidar profissionalmente com essa variedade de temperamentos é que temos que aprender desde cedo. A formação de uma tripulação nem sempre é uma tarefa fácil, porque há pessoas que são por natureza difíceis de se lidar e intimidadoras, mostrando as vezes um excesso de rigidez ou uma confiança que vai além de um nível seguro. Outras são mais dóceis mas extremamente tímidas e facilmente intimidáveis. O certo mesmo é que o estado de ânimo na cabine seja uniforme, baseado em princípios como respeito, objetividade e profissionalismo.
Eu vou citar aqui quatro dos piores fatores que dificultam a comunicação e se tornam potencialmente perigosos:
1. ARROGÂNCIA – O comandante arrogante sempre tem uma “bronca” preparada para dar no seu companheiro. Seja por insegurança ou por se achar a última Coca-Cola do deserto, o fato é que esse tipo de comandante geralmente intimida seu copiloto a tal ponto que o copiloto terá medo de comunicá-lo sobre qualquer anormalidade, sobretudo se esta for causada por um erro ou esquecimento seu.
2. PREPOTÊNCIA – O comandante prepotente não se dispõe a agregar informações. Como acha que sabe tudo, também não ouve a opinião do colega, ainda que esta possa somar em alguma coisa na operação da aeronave e na segurança. Não aceita ser contrariado e muito menos alertado quando comete um erro. Esse comandante é um acidente pronto, só faltando se concretizar.
3. INSTABILIDADE – Tem piloto que costuma levar seus problemas pessoais pra dentro da cabine e descontá-los em cima do colega. Um dia está dócil e no outro parece um animal acuado querendo morder quem passar na frente. Ninguém tem culpa dos seus problemas pessoais, mas é dentro da cabine que ele resolve descarregá-los. Fica especialmente sensível e qualquer palavra que ele ache ofensiva, desaba em cima do copiloto. Aliás, nessa condição a coisa mais fácil de acontecer é ele distorcer tudo o que ouve e usar de pretexto para descontar suas frustrações no colega.
Para citar um caso em que esses fatores combinados resultaram numa tragédia, vamos lembrar aqui do voo 254 da Varig (Boeing 737-200 / PP-VMK). Em 3 de setembro de 1989 o avião decolou de Marabá para Belém, o seria uma etapa de apenas 50 minutos de voo. Após a decolagem o comandante tomou o rumo 270 quando deveria tomar o rumo 027. O tempo todo o copiloto tentava alertá-lo para o erro, mas o comandante em sua suprema prepotência não admitia qualquer opinião. Três horas depois, já à noite, tiveram que executar um pouso forçado na mata, que resultou na morte de 12 passageiros e dezenas de outros feridos.
A mesma coisa acontece, porém de maneira mais comedida, na relação entre instrutor e aluno. A pior coisa que pode acontecer para um aluno é pegar um instrutor que se acha o super-homem, e que por todos os fatores já descritos acima, adora sacrificar seus alunos com broncas e grosserias. Esse tipo não tem perfil para ser piloto, muito menos para ser instrutor. Eu disse que acontece de forma mais comedida porque o aluno é um pagante e tem a possibilidade de exigir a troca de instrutor ou até de mudar de aeroclube. Cabe ao aluno identificar esse tipo de instrutor e tomar suas providências sem medo qualquer represália, porque uma escola de aviação é uma prestadora de serviços e existe uma relação de consumo entre o aluno e ela. E hora de voo não é uma coisa nada barata para que haja perda de tempo com instrutor dando faniquitos.
Eu mesmo já passei por duas situações na minha vida, e confesso, serviram como exemplos claros de como não agir nem como comandante e nem como instrutor.
Durante seis anos e dois meses voei um jato executivo numa empresa excelente. A empresa me proporcionou muito do que tenho hoje, mas eu tive que pagar um tributo grande por isso. Meu companheiro de voo era aquele tipo psicótico, com mania de perseguição e de perseguir as pessoas. Parecia ter raiva do mundo e um intratável complexo de inferioridade. Se eu fosse psiquiatra diria que ele sofria de uma bipolaridade crônica, pois um dia estava bem e no outro maltratava todo mundo: auxiliares de pátio, controladores, mecânicos, funcionários das lojinhas dos aeroportos, motoristas de táxi, atendentes em hotéis, garçons em restaurantes... O mesmo acontecia em hangares e oficinas, pois onde chegávamos as pessoas “torciam o nariz”. E confesso, era uma sensação horrível, pois algumas vezes cometiam o engano de me confundir com a tal figura.
Em função do seu temperamento, cometia erros potencialmente perigosos, inclusive de planejamento, e não aceitava de forma nenhuma sequer ser alertado, pois quando se via “atingido em seus brios”, passava a agredir verbalmente quem fosse.
Mesmo sendo um dos melhores empregos do Brasil, pelo salário e pela empresa, pedi demissão. Chegou um dia em que desisti de ser piloto, psiquiatra, psicólogo e de inúmeras vezes tentar mudar um sujeito completamente desequilibrado emocionalmente. Ele era um acidente em potencial e eu não seria a sua vítima.
A segunda vez que enfrentei uma situação em que fui obrigado a reagir à arrogância, a prepotência e a falta de educação dos outros foi durante o meu curso de Piloto Agrícola, num conhecido curso no sul do Brasil. O instrutor e dono da escola, daqueles que se acham também um semideus da aviação, tinha uma estranha mania de humilhar seus alunos, chamando-os de “animal” pelo rádio. A mim pessoalmente ele não chegou a dizer isso, mas me senti constrangido por suas atitudes, essas sim que não podem ser atribuídas nem a um animal.
Em dado momento eu percebi que eu não estava ali para assistir a esse show de insanidades e grosserias e muito menos havia pago por isso. Havia uma relação de consumo que devia ser respeitada, e eu era o cliente. Eu e mais três colegas pedimos o desligamento do curso, pedimos o dinheiro de volta e ingressamos em outra escola onde concluímos o curso de Piloto Agrícola.
4. CAMARADAGEM EXCESSIVA – Por mais que você seja amigo do seu parceiro de voo, não pode esquecer que a cabine é o seu ambiente de trabalho e que o voo exige atenção, responsabilidade e concentração. As brincadeiras fora de hora e a permissividade podem ser tão prejudiciais quanto o comportamento inverso, e o excesso de liberdade pode levar a brincadeiras bastante perigosas. E não foram poucas vezes em que essas brincadeiras resultaram em desastres fatais.
Da mesma forma a amizade não deve ser confundida com atitudes paternalistas, onde erros acontecem e não são observados. Se houver paternalismo, tem que ser justamente no sentido de proteger o amigo, alertando-o de todos os erros que ele está cometendo, e ensinando-lhe a forma correta de agir.
Bem amigos, eu vou encerrando os escritos de hoje, defendendo o meu conceito de que para ser um comandante de verdade, na íntegra da palavra, o piloto tem que saber liderar sua equipe com educação, elegância, segurança, postura e a chamada “atitude de comandante”, que não pode ser confundida com arrogância. Não pode apenas cobrar soluções, pois as decisões são dele, o que o faz parte essencial das soluções.
"Precisa dar exemplos sem constranger ou intimidar sua tripulação, e principalmente saber separar seus problemas pessoais e deixá-los em casa e muito longe da cabine. Deve saber moderar seu tom de voz para que possa ser ouvido e respeitado. Em resumo, o verdadeiro comandante nunca se julga o melhor e o mais certo, como se fosse o dono absoluto da verdade ou de uma verdade absoluta."
"Conviver é uma tarefa muitas vezes difícil, mas se cada um fizer a sua parte com educação e elegância para fazer da cabine um ambiente agradável, harmônico, esterilizado e tranquilo,reduzirá exponencialmente o estresse do voo e todos têm a ganhar, principalmente a segurança de voo."
Lembra do texto anterior “Gentileza Gera Gentileza”? Pois é, essa máxima vale pra esse texto também, eu digo a você: Cabine não é hospital psiquiátrico. Se tem um louco, um sujeito descontrolado e incontrolável dividindo a cabine contigo, cabe a você a decisão de continuar voando com ele ou seguir por um caminho melhor.
Texto: Marcelo Rates Quaranta

20/09/2014

Dois MIG-31 russos são interceptados por dois F-18 canadenses sobre o Alasca


Dois caças russos MiG-31 entraram na zona de identificação de defesa aérea americana sobre o Alasca na quarta-feira passada, e foram interceptados por aviões de Estados Unidos e Canadá, informaram funcionários do Pentágono.
Os aparelhos russos abandonaram a área sem incidentes, disse à AFP um oficial.
"É a primeira vez, em muito tempo", que aviões militares russos entram nesta área, destacou o funcionário.
Em nenhum momento, os dois aviões russos entraram no espaço aéreo dos Estados Unidos ou do Canadá, disse à AFP o major Jamie Humphries, porta-voz do Comando de Defesa Aérea da América do Norte (Norad).
Os dois caças acompanhavam dois aviões de abastecimento e dois bombardeiros estratégicos.
Na quinta-feira, em outro incidente na mesma região, dois bombardeiros estratégicos sobrevoaram a zona de identificação de defesa aérea do Canadá, e foram interceptados por dois caças F-18 canadenses, abandonando a área em seguida.
As "zonas de identificação de defesa aérea" (ADIZ) vão além do espaço aéreo do país e constituem uma barreira de alerta para potenciais ameaças, mas não fazem parte dos tratados internacionais e nem são reguladas pela lei internacional.
Os voos dos aviões russos coincidem com a visita a Washington do presidente da Ucrânia, Petro Poroshenko, que denunciou a intervenção militar da Rússia em seu país.
Mas o porta-voz do Pentágono, contra-almirante John Kirby, disse que não há indícios de um vínculo entre a visita de Poroshenko e os incidentes.
"Já enfrentamos este tipo de incidente no passado. Tomamos isto com muita, muita seriedade, mas de modo rotineiro os interceptamos (os aviões)", disse Kirby à rede de televisão CNN.
"Faremos com que a Rússia conheça nossas intenções, como sempre fizemos, e certamente discutiremos nossas preocupações com eles no momento e local apropriados".
Não está claro se os aviões russos realizavam os exercícios anunciados por Moscou no extremo oriente, a partir das áreas de treinamento naval da região de Kamchatka.
O exercício Vostok-2014 teve início na sexta-feira passada e deve prosseguir até 25 de setembro, com a participação de 100.000 soldados e 120 aviões, segundo o ministério da Defesa russo.
Fonte: Exame

Pilotos da Air France estendem greve até 26 de setembro

Greve já dura uma semana contra cortes de gastos e planos para a unidade Transavia da empresa, e agora serão mais quatro dias, segundo sindicato


Pilotos da Air France decidiram estender por mais quatro dias, até 26 de setembro, uma greve que já dura uma semana contra cortes de gastos e planos para a unidade Transavia da empresa, anunciou neste sábado o sindicato SNPL. Mais de quatro quintos dos 74 por cento dos pilotos que participaram da votação concordaram em prosseguir com a ação para além de segunda-feira, afirmou Jean-Louis Barber, chefe da seção da Air France no SNPL.
“Ela pode continuar até por mais tempo”, acrescentou Barber, pedindo por um encontro com o primeiro-ministro francês, Manuel Valls, para ajudar a resolver o conflito de gerenciamento. A Air France < AIRF.P> afirmou na sexta-feira que esperava operar 45 por cento dos voos neste sábado, baseada em uma estimativa de que 60 por cento dos pilotos deixarão a greve.
Fonte: Reuters

Air Lease pede cautela a Boeing e Airbus na produção

Empresa de leasing de aviões disse que planos de aumento na produção podem colocar os fornecedores em risco de colapso



O presidente da Air Lease, uma grande empresa de leasing de aviões, pediu na quinta-feira à Boeing e à Airbus que sejam cautelosas sobre novos aumentos no ritmo de produção de aviões comerciais, dizendo que esses planos podem colocar os fornecedores em risco de colapso.

Fornecedores já estão operando em "capacidade absoluta" e sua habilidade de acompanhar o ritmo dos aumentos atualmente discutidos por Boeing e Airbus é uma "grande preocupação nossa", disse o presidente da Air Lease, John Plueger, em uma reunião do Wings Club, uma grupo de aviação, em Nova York.
A Boeing disse que está considerando aumentar o ritmo de produção de seu jato 737 para 52 por mês em 2018, ante 42 por mês atualmente.
Da mesma forma, a Airbus está estudando elevar a produção de seu avião rival A320 a uma taxa de 50 por mês, em comparação com 42 atualmente.
Plueger está no negócio de fornecimento de aeronaves para companhias aéreas e, por isso, a maior oferta pode reduzir o lucro.
Mas ele prevê forte demanda de passageiros, dizendo que os temores de uma "bolha de encomendas" não são confirmados por dados que mostraram um crescimento sustentável de longo prazo da demanda por jatos, apesar dos recordes de encomendas em carteira da Airbus e da Boeing para sete a oito anos.
"A maioria dos fornecedores vão ter que gastar uma boa quantidade de capital" para responder aos níveis de produção mais elevados que a Boeing e a Airbus estão considerando. Os conselhos dessas empresas "têm que estar convencidos de que essas taxas de aumento estão aqui para ficar por um longo período de tempo."
Assim, os fabricantes de aeronaves precisariam ouvir atentamente a fornecedores e "não seguir em frente com taxas mais ambiciosas de produção." 
A Boeing disse que avalia constantemente o mercado para "garantir que as nossas taxas estão de acordo com a oferta e a demanda.
"Estamos confiantes em nossos planos de aumentar a taxa e na capacidade da nossa cadeia de fornecimento de crescer com a gente", disse o porta-voz Doug Alder.
Fonte: Estadão