quarta-feira, 23 de abril de 2014

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Bimotor finalmente é encontrado no Pará

Imagens feitas pela Polícia Militar mostram os destroços do avião modelo Beechcraft Baron que caiu na mata perto de Jacareacanga, no oeste do Pará. A aeronave, desaparecida desde o dia 18 de março após ter decolado do Aeroporto de Itaituba, foi localizada na noite de terça-feira (22) em uma área de difícil acesso, 20 km ao noroeste do município.

Segundo a Força Aérea Brasileira (FAB), que comanda a operação de resgate, equipes foram deslocadas ao local na manhã desta quarta-feira (23). A ação não foi realizada na última noite em decorrência das más condições de visibilidade na região, mas o local da queda do bimotor já havia sido isolado por questão de segurança.

O acidente será investigado pelo Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Seripa). Ao todo, cinco pessoas estavam no avião: o piloto Luiz Feltrin, as técnicas de enfermagem Rayline Sabrina Brito Campos, Luciney Aguiar de Sousa e Raimunda Lúcia da Silva Costa, e o motorista Ari Lima. Eles viajavam para trabalhar no distrito de saúde indígena da região. De acordo com amigos e familiares dos passageiros, não há sobreviventes, mas a FAB ainda não tem informações sobre os corpos.

Entenda o caso
A aeronave decolou de Itaituba às 11h40 do dia 18 de março e sumiu 1h20 depois de o piloto ter feito o último contato pelo rádio. Segundo a passageira Rayline, que conseguiu mandar um SMS para um tio antes de o avião desaparecer, um dos motores teria falhado.

Desde então, a FAB vasculhava a área. Além da busca aérea, a operação contou com a participação de voluntários, entre moradores de Jacareacanga, funcionários do Distrito Sanitário Indígena e integrantes da tribo Munduruku.

Fonte: G1

 

terça-feira, 22 de abril de 2014

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Adolescente holandesa é detida após ameaçar a American Airlines via Twitter

 A polícia de Roterdã informou que deteve uma adolescente de 14 anos após brincadeira de mal gosto no Twitter. A jovem postou na página da rede social da American Airlines uma mensagem na qual dizia ser um membro da rede terrorista Al Qaeda. No texto, em inglês, o texto diz “Oi meu nome é Ibrahim, eu sou do Afeganistão, faço parte da Al Qaeda e vamos aprontar algo realmente grande em 1º de Junho”. Imediatamente a American Airlines respondeu afirmando que levava a sério esse tipo de situação e que em posse do IP (Internet Protocol) enviaria os dados ao FBI, o principal escritório de investigação dos EUA. Por ironia, a adolescente usou a conta pessoal para fazer tal brincadeira, sendo imediatamente rastreada pelo Twitter.  Porém, antes de ter a conta bloqueada e a polícia em casa, a menina tentou se justificar com a American Airlines, postando uma série de pedidos de desculpas.

Infelizmente, para ela, as autoridades levaram a sério a brincadeira.

Um porta-voz da polícia declarou ao portal Nu.nl que as mensagens da adolescente causaram confusão no mundo todo e que ela será interrogada. Vale lembrar que durante os atentados, de 11 de setembro de 2001, dois aviões da American Airlines foram sequestrados, sendo um jogado contra o World Trade Center, em Nova York, e o outro colidiu contra o Pentágono, em Washington D.C.

Fonte: AM

 

terça-feira, 15 de abril de 2014

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Voltam a voar os Blue Angels

Depois de quase um ano parados, em virtude de cortes no orçamento das forças armadas, que interrompeu a agenda de apresentações da esquadrilha de F-18 que pertence a US Navy (Marinha dos Estados Unidos) Finalmente voltam a voar os Blue Angels. A primeira exibição depois de tal parada foi na Base Aérea Naval de El Centro, na Califórnia.
 

domingo, 13 de abril de 2014

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Traços de Giz




"Não passe tua existência em branco, marque tua passagem, deixe teu legado, crie teu mito, crave com suor, sangue, lágrimas e sorrisos tua bandeira.... neste céu que te nutre que te apoia e que acima de tudo te da liberdade de movimento, te da espaço pra poder buscar a realização dos seus sonhos"

Texto:
Luanna Lino
Ronaldo Borges

Voz:
Ronaldo Borges

Criação:
Norte Verdadeiro Youtube Channel
NVYC

sexta-feira, 11 de abril de 2014

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Beechcraft King Air

O King Air C-90 é uma aeronave bimotor de pequeno porte e alta performance para uso executivo, com motorização turboélice e cabine pressurizada, com capacidade para transportar confortavelmente quatro ou cinco passageiros em viagens interestaduais, fabricada nos Estados Unidos a partir da década de 1970 pela então Beechcraft (atualmente Beechcraft Corporation), que utilizou como base o projeto de bimotor a pistão da década de 1960 chamado Queen Air, da mesma marca.

O grande sucesso do projeto King Air (uma variedade de modelos de aeronaves turboélice, iniciada na década de 1960 com o A-90 e, posteriormente, o B-90) é o resultado de uma feliz combinação de características positivas, entre elas a robustez estrutural, design da fuselagem com seção transversal semi-quadrada adotada pela Beechcraft, trem de pouso com amortecedores de longo curso, pressurização e, na época de lançamento, aeronave já motorizada com o motor turboélice PT6-A da marca Pratt & Whitney, resultando em maior velocidade de cruzeiro e altitudes mais elevadas de cruzeiro, em relação aos modelos de aeronaves a pistão.
Toda a linha King Air de aeronaves turboélice acumula mais de 7.000 aeronaves produzidas, inluindo os modelos C-90, F-90, B-200 e 350, um grande sucesso de vendas.

King Air B-200

A rigor, o King Air B-200 nasceu no início da década de 1970, mas sob outra denominação, King Air 100 e posteriormente, na década de 1980, recebeu a denominação definitiva King Air B-200, com fuselagem alongada para transportar confortavelmente seis ou sete passageiros em viagens interestaduais, incluindo nela a maior parte das características positivas do King Air F-90 e mais uma opção de galley compacta para água, sucos e refrigerantes.

Para atender os mercados de alto poder aquisitivo norte-americano e europeu, compostos basicamente de pecuaristas, empresários e executivos que queriam e precisavam de um tipo de transporte confortável e rápido mas sem abrir mão da flexibilidade operacional para pousar e decolar em pistas curtas, o fabricante Beechcraft disponibilizou a motorização Pratt & Whitney PT6-A com potência aumentada para 850 shp cada.

A flexibilidade de pousar e decolar em pistas curtas, com obstáculos próximos às cabeceiras e prolongamentos é o motivo pelo qual muitos desses clientes optam pelo avião do tipo turboélice, já que o avião a jato em geral tem limitações técnicas neste sentido.

King Air 350

Na década de 1990, esse rico mercado passou a exigir mais e, como conseqüência natural, a Beechcraft colocou à disposição de seus clientes o Super King Air 350, com fuselagem ainda mais alongada para transportar confortavelmente 8 ou 10 passageiros, dependendo da configuração adotada, preservando as mesmas características de praticidade dos modelos anteriores, com flexibilidade para pousar e decolar em pistas curtas, sem perda de qualidade de voo.


Mercado

É consenso dentro do meio aeronáutico que, do ponto de vista econômico, os aviões turboélice são mais vantajosos que os aviões a jato em viagens de até 500 quilômetros.

Neste sentido, em viagens de mais de 750 quilômetros os aviões a jato são mais vantajosos, com o benefício da maior velocidade de cruzeiro que os jatos apresentam e os turboélices não conseguem alcançar.

No entanto, somente a partir da década de 1990 foram introduzidos na família King Air o moderníssimo sistema EFIS (Electronic Flight Instrument System) de navegação. Atualmente, todos os modelos King Air podem sair de fábrica já com as telas PFD (tela primária) e MFD (tela multifuncional) na cabine de comando e os aviões usados da marca podem ser atualizados neste sentido em oficinas autorizadas, a pedido dos clientes, incluindo a instalação de modelos mais atuais de TCAS e EGPWS, muito úteis na navegação.

Fonte: Web 



quarta-feira, 9 de abril de 2014

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Iata e Decea criam centro de comando para 49 estrangeiras durante Copa do Mundo da FIFA

Baseado no Rio de Janeiro, o suporte operacional será dado às 49 companhias antes, durante e depois do mundial de futebol.
 
A Iata (Associação Internacional de Transporte Aéreo) e o Decea (Departamento de Controle do Espaço Aéreo) vão dar apoio especial às 49 companhias aéreas estrangeiras que atuam no Brasil durante a Copa do Mundo da FIFA. Como os centros de operação dessas empresas ficam em seus respectivos países, a parceria promete prover serviços de suporte para decisão operacional tática durante o evento a partir da instalação de um centro de comando nas dependências do Centro de Gerenciamento da Navegação Aérea (CGNA), no Rio de Janeiro.

O funcionamento do centro de comando será realizado por meio do iTOP (Portal da IATA para Operações Táticas), uma plataforma web que fornece suporte a uma mesa de ligação (liaison desk). Esta, por sua vez, permite que as empresas aéreas e o CGNA compartilhem suas operações de modo eficiente, com acesso a dados sobre o tráfego aéreo em um único portal colaborativo. As informações poderão ser antecipadas a partir de seis horas antes do início do voo. Isso será fundamental para identificar interrupções operacionais e garantir soluções rápidas e eficientes, para apoiar o chamado Processo de Decisão Colaborativa (CDM), que busca sempre o consenso entre companhias aéreas, aeroportos e órgãos de controle de tráfego.

Fonte: AM


segunda-feira, 7 de abril de 2014

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Antonov An-225


O An-225 Mriya, chamado pela OTAN de 'Cossack') é uma aeronave de transporte cargueiro estratégico, sendo construída pela Antonov Design Bureau, empresa ucraniana que fabrica aeronaves. O An-225 é a maior aeronave de asa fixa do mundo. O design, construído para transportar a nave espacial Buran, e foi um desenvolvimento de aumentar o bem-sucedido An-124 Ruslan.Mriya (Мрiя) significa "Sonho" (Inspiração) em Ucraniano.

O Antonov An-225 é disponível comercialmente para transportar cargas enormes, devido ao tamanho único de seu compartimento de carga. Para se ter noção de seu tamanho, ele comportaria, facilmente, mais de mil e quinhentas pessoas. Além disso, ele pode, como já foi mencionado, transportar cargas na parte externa e superior da fuselagem. Sendo usado para transportar cargas dessa forma, a capacidade de carga diminui para um pouco menos de duzentas toneladas. Entretanto, as medidas da carga aumentam. O comprimento, por exemplo, passa de pouco mais de quarenta e quatro metros para mais de setenta. É necessário, apenas, que essa carga tenha um mínimo de aerodinâmica. Atualmente, há somente uma aeronave em operação.


DESENVOLVIMENTO

Voou pela primeira vez no dia 21 de Dezembro de 1988. A aeronave estava em uma demonstração estática no Paris Air Show em 1989 e voou durante os dias liberados ao público no Farnborough Air Show, em 1990. Duas aeronaves foram encomendadas, que atualmente são operadas pela Antonov Airlines, matriculadas UR-82060 e UR-82070. Estes são disponíveis comercialmente para carregar cargas excessivamente pesadas e grandes, para até 600.000 kg internamente, ou ainda 400.000 kg na área superior à fuselagem. A carga na parte superior da fuselagem pode ter até 70m de comprimento.
O segundo An-225 foi construído parcialmente durante o final da década dos anos 80 para o uso do Programa Espacial Soviético. O desenho do segundo An-225 incluía uma porta de carga traseira e uma cauda redesenhada com um único estabilizador vertical, desta forma, sendo mais efetivo para o transporte cargueiro. Após o colapso da União Soviética em 1990 e o cancelamento do Programa Espacial do Buran, este An-225 foi armazenado em 1994. Os seis motores Ivchenko Progress foram removidos de uso nos An-124. O primeiro An-225 foi mais tarde re-motorizado e colocado em serviço.
No ano de 2000, se tornou aparente a necessidade da capacidade do An-225, e foi decidido em Setembro de 2006, completar a construção do segundo An-225. Esta segunda aeronave tinha encomenda prevista por volta de 2008, mas foi adiado.

RECORDES
  • Em setembro de 2001, ele voou transportando uma carga de 253,86 toneladas a uma altitude máxima de dois quilômetros e a uma velocidade média de 763,2 km/h. A distância percorrida foi de mil quilômetros, aproximadamente.
  • É o maior avião em operação.
  • O único avião a ter maior envergadura de asa que o An-225 é o Hughes H-4 Hercules "Spruce Goose". Entretanto, o Spruce Goose é mais curto, mais leve, nunca voou acima dos vinte e um metros (70 pés) e voou somente uma vez, ao passo que o An-225 já executou centenas de voos.
CURIOSIDADES
  • O An-225 utiliza mais de 95.000 litros de combustível para percorrer uma distância de pouco mais de 5.000 quilômetros enquanto o Boeing 747 utiliza 65.000 para percorrer a mesma distância.
  • O desenho da aeronave fictícia An-500, presente no filme 2012, foi baseado no An-225.
ESPECIFICAÇÕES

Tipo de aeronave: Cargueiro
Propulsão: 6 Motores ZMKB Progress Lotarev D-18T (com 229,50 kN de propulsão cada)
Peso máximo de carga permitido para conseguir decolar: 600 t.
Peso máximo de carga útil (interna ou externa): 300 - 300 t.
Envergadura de asa: 88,4 m
Comprimento: 84 m
Velocidade: 865 km/h
Altura: 18,1 m (excluindo o trem de pouso)
Autonomia de voo com carga máxima: 4.500 km
Autonomia de voo com tanques de combustível cheios: 15.400 km
Tripulação: 7 pessoas.
Zona de carga caberia o equivalente a: 1.500 pessoas

Fonte: Wp


sexta-feira, 4 de abril de 2014

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Gulfstream G650

Jato atinge a marca de 42 recordes

A Gulfstream obteve um novo recorde para o novo G650, que já acumula a marca de 42 recordes confirmados. A nova marca foi obtida em um voo entre White Plains, NY, e Mumbai, na Índia. O G650 decolou no último dia 10 de março, do Aeroporto de Westchester County, em White Plains, com dois passageiros e quatro tripulantes a bordo. Treze horas e 49 minutos mais tarde o avião pousou no Aeroporto Internacional Chhatrapati Shivaji, em Mumbai. Mantendo uma velocidade de cruzeiro média de Mach 0,85 em todo o trajeto de 13.177 km (7115nm). Agora o recorde deverá ser confirmado pela americana National Aeronautic Association, que ratificará a marca nos EUA e em seguida a documentação deverá seguir para a Fédération Aéronautique Internationale para ser reconhecido como um recorde mundial. Além da importância simbólica, o voo representa um importante passo para consolidação do G650 como avião de ultra longo alcance e elevada velocidade de cruzeiro.


Fonte: AM

 

quinta-feira, 3 de abril de 2014

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Renee Sturcq



Fiquei muito feliz quando fui convidada pela Isabela Farney para compartilhar um pouco da minha história por aqui. Sou grande admiradora do trabalho realizado por ela, pelo Ronaldo e por todos que colaboram para o crescimento e sucesso do NV. Então, aí vamos nós...

Filha de pai francês e mãe brasileira, comecei a viajar muito cedo, pois morávamos na França mas passávamos as férias no Brasil. Sendo assim, tive contato com aviões antes mesmo de falar minhas primeiras palavras. Mesmo assim nunca dei muita importância aos tripulantes, o que me encantava mesmo eram as aeronaves. Certo dia, quando já estava um pouco maior, viemos ao Brasil somente eu e minha mãe e meu pai ficou trabalhando. Eu chorei o voo inteiro, pois não queria ficar longe dele. Nem quis comer a comida fornecida a bordo. Estava muito chateada. Minha mãe já não sabia mais o que fazer ou dizer para me acalmar quando, certa hora, uma das comissárias sentou-se ao meu lado e começou a conversar comigo. Eu não falava muito bem português na época, mas ela arranhava no francês e acabamos nos entendendo. Não me recordo o nome dela mas a imagem é clara na minha cabeça: o cabelo sem um fio fora do lugar, a maquiagem impecável, a postura elegante e a fala calma e pausada. Como eu nunca havia reparado? Além de me tranquilizar, ela buscou uma refeição da primeira classe para que eu comesse alguma coisa e ainda me presenteou com um ursinho no final do voo. Pronto, decidido, eu queria ser como aquela moça que havia feito a diferença na minha vida naquele dia. Eu queria ser Comissária!

Obviamente, não nos tornamos tudo aquilo que gostaríamos de ser quando crianças (se fosse assim, as únicas profissões existentes no mundo seriam bailarina, bombeiro, piloto e astronauta). Mas para mim estava claro. Então, com 16 anos e já no Brasil, fui atrás de um curso de Comissários. Empolgadíssima, levei um tapa na cara quando me disseram que eu só poderia fazê-lo com 18 anos. Com a pressão da família tive que ingressar em alguma faculdade e, como era atleta de vôlei, optei pela Educação Física. No final do curso, já com 21 anos, encontrei na caixinha de correio da minha casa um folheto de uma escola de aviação: “Venha ser Comissária!”. Era para mim, alguém tinha confeccionado aquele panfleto só para mim (sonhando, é claro). Liguei na escola e na mesma semana já me matriculei no curso. Minha mãe não estava muito certa, mas meu pai apoiou 100% a ideia. Quando vesti pela primeira vez o uniforme da escola meu pai tinha lágrimas nos olhos. A filha dele seria uma elegante comissária de voo e conheceria o mundo! Infelizmente, durante o curso, minha família foi vítima de uma tragédia e meu pai acabou falecendo. Fiquei sem chão, meu melhor amigo e fã número 1 não estava mais ao meu lado. Pensei em largar tudo, desistir daquele sonho que tanto me lembrava meu pai. Mas não consegui, algo mais forte me dizia que aquela era a única forma de ser completamente feliz, fazendo o que eu gostava, e de homenagear e agradecer todo o apoio que ele tinha me dado ao longo dessa jornada. Concluí o curso, passei na ANAC de primeira e fui atrás. 

Em Maio de 2006 (um mês depois da banca da ANAC), fui chamada para fazer seleção na Gol. A aviação brasileira estava em alta e a laranja não parava de crescer. Entrei na turma 54 (cada turma tinha um número e correspondia a uma aeronave nova que chegava). A aeronave da nossa turma era o GTD, um Boeing 737-800SFP novinho em folha que, 2 meses depois efetuando o voo 1907, foi derrubada por dois pilotos imprudentes em um Legacy levando consigo 154 vidas, inclusive os tripulantes. Aquilo foi um choque. Estávamos em uma profissão de risco e ali caía a ficha de por que recebermos adicional de periculosidade.  Justamente a aeronave da minha turma, seria um sinal? Deveria desistir de tudo? Pelo contrário, aquele acidente tornou o time de águias ainda mais unido e forte. Queríamos saber ainda mais sobre segurança. Estávamos prontos para qualquer coisa. Iríamos honrar os colegas que se foram fazendo sempre o nosso melhor e vivendo cada dia intensamente e alegremente, como se pudesse ser o último de nossas vidas. 

Foram 6 anos maravilhosos. Ganhei verdadeiros amigos, amadureci intensamente, aprendi a ser paciente, estudei muito e, acima de tudo, fui muito feliz! Em 2010, tive minha outra maior alegria na vida, meu filho. Sendo assim, em 2012, quando eu já não conseguia mais ter tanto prazer em voar por ficar dias longe dele, minha jornada foi encerrada. Não foi fácil, mas aquilo foi o melhor para mim naquele momento. Obviamente não conseguiria abandonar a aviação por completo, portanto descobri outro dom e acabei me tornando instrutora em escolas de aviação. Já se vão quase 2 anos passando meu conhecimento a alunos ansiosos para abrir suas asas e isso me faz extremamente feliz. Com exceção de um ou outro que está ali pelo dinheiro (esses não durarão, podem ter certeza), praticamente todos ali são, assim como eu, apaixonados pela aviação.  É indescritível poder participar dessa etapa tão importante na vida dessas pessoas. 

Não foi fácil chegar até aqui. A perda do meu pai, o trágico acidente com os colegas, as pessoas difíceis que encontrei pelo caminho... Mas nada disso é maior do que um sonho. Se você está lendo essa história agora e também já alcançou seus objetivos, parabéns! Fico muito feliz por você. Já você que chegou até o último parágrafo e está pensando “será que eu também consigo?”, pare de pensar. Comece a agir! Corra atrás, planeje, estude, economize. É possível concretizar sonhos. E o dia em que ele se concretizar, nada mais poderá impedir você de voar...

“Acho que o que nos faz voar, seja lá o que for, é a mesma coisa que atrai o marinheiro para o mar. Algumas pessoas jamais compreenderão isso e nós não podemos explicar-lhes. Se elas estiverem dispostas poderemos mostrar-lhes, mas nunca dizer-lhes.” (Fernão Capelo Gaivota / Richard Bach)